Buscar
  • Cultura Iminente

Sanfonada Forró Festival (Brasil / Áustria)

A produtora Cultura Iminente está apoiando uma iniciativa pioneira e inusitada, é o SANFONADA Forró Festival, que será transmitido hoje, dia 29 de maio de 2021 às 13h em diversos canais do YouTube dos apoiadores do evento que participarão dessa festa musical online, que trará o melhor do forró para brasileiros, austríacos e porque não dizer, para o mundo! O idealizador do Festival é o grande forrozeiro Derico Alves, conterrâneo pernambucano, natural da cidade de Garanhuns, mas que a cerca de 4 anos reside na Áustria e tem colocado todo mundo do lado de lá para aprender a dançar e curtir esse nosso ritmo contagiante. Derico reuniu vários artistas de diversos locais do Brasil e até mesmo artistas forrozeiros internacionais que irão participar dessa festa que será a primeira nesse formato a ser realizada no mundo.



Conversamos um pouco com Derico que nos explicou melhor sobre o SANFONADA e de como surgiu essa história de estar fazendo forró na Áustria. Derico também nos falou um pouco dessa trajetória que o levou até o país europeu no qual ele reside hoje. Confira agora essa conversa instigante que certamente vai fazer você ter ainda mais vontade de assistir o SANFONADA Forró Festival na telinha ou telona que melhor lhe convier.




Entrevista com Derico Alves


1.Derico Alves, explica melhor como será o SANFONADA Forró Festival. Quando, como e quem estará participando (pelo menos 3 nomes)?


(Derico): Estou muito feliz em dar essa entrevista para vocês! A expectativa é gigantesca para chegada do Festival Sanfonada online! A gente está fazendo uma coisa histórica, estamos começando um projeto que vai carregar a assinatura de muita gente importante, os artistas, toda produção, todos que apoiaram, todos que contribuíram, muita gente junta, todo mundo que mandou o vídeo, todo mundo que ajudou diretamente e indiretamente para que essa estrutura e esse festival chegassem até a casa das pessoas. O Festival será todo online, alguns artistas vão fazer de casa com aquele clima mais intimista, com essa coisa de você estar na sua casa e mostrar um pouco do que é o seu ambiente, a sua intimidade, mas relacionado com a música, com a dança também, porque esse Festival não é simplesmente só um Festival de música, mas é um Festival que vai ter essa característica coma dança, música e também esse lado da conversa com o poeta. Esse inclusive é um quadro bem especial que vai acontecer dentro do Festival, com dois poetas pernambucanos, quero dizer, um é Cearense, mas que já é pernambucano, que é o Santana, ‘O Cantador’, e o outro é o Petrúcio Amorim, de Caruaru, onde eles vão falar um pouco. O Petrúcio vai falar sobre suas canções, quando foram escritas, compostas, em que ano, o porquê e, vai cantar pra gente. O Santana vai contar um pouco de poesias pra gente, vai cantar as suas canções que fizeram sucesso, as músicas que ele interpretou dos grandes nomes também, como Accioly Neto que era um grande parceiro do Santana, e também vai contar um pouco sobre a história do forró, como aconteceu essa coisa da chegada do forró na Europa, em que ano, porque tem muitas informações trocadas e, nos anos 50, se não me falha a memória, foi que veio o primeiro forrozeiro pra Europa, e muita gente acha que o forró tem pouco tempo que está por aqui e na verdade tem muitas décadas que esse forró já está acontecendo aqui na Europa. O Sanfonada tem essa ideia de levar até as pessoas o show que aconteceria fisicamente, então a nossa ideia é que a pessoa se sinta dentro do Festival. Não assistir uma TV simplesmente, um vídeo que está rolando ali, mas que você se sinta realmente dentro do Festival. Nós teremos também o Quinteto Violado, que foi um presente pra gente, eles que farão um show de 50 anos de forró e mandaram pra gente um show super lindo, animado e com as canções que fizeram sucesso durante essa carreira deles e músicas novas também, então um show muito legal, muito pra cima e muito divertido! A gente vai ter a participação do Conexão Pernambuco, que vem trazendo 3 artistas jovens que vieram para Europa com esse projeto, são eles o Benil, o Roberto Cruz e a Andrezza Formiga. Nós fizemos alguns países aqui com esse projeto, Áustria, Hungria (Budapeste), Alemanha e foi uma coisa bem legal, bem divertida! Também teremos o Nonato Lima que é uma das novas aparições aí dos novos sanfoneiros que está chegando no mercado com um trabalho super bonito, de lá do Ceará, de onde ele faz a sua transmissão. Teremos o Fábio Carneirinho que é do Crato, uma figura que já rodou por mais de 20 países aqui da Europa e também está vindo com um show super bonito. Uma das atrações também é o Mestrinho que é um grande sanfoneiro que apareceu agora no cenário nacional e já tocou com muita gente famosa como Ivete Sangalo, Gilberto Gil, o Chico César e muita gente! Ele tem vários projetos super lindos e está vindo com um show intimista, trazendo ele e a sanfona, cantando pra gente, uma coisa super bonita! Ninguém pode perder esse show também do Mestrinho! Aí dentre todos teremos ainda a Thaís Nogueira, o Marcos Giva, que é também um outro sanfoneiro, sergipano, eu vou tá lá também (risos), vou fazer o meu show! Vai ter um momento super legal, super bonito, porque eu vou tocar com uma banda que eu toco atualmente aqui na Áustria, com os músicos aqui de Viena, brasileiros que moram aqui, mas essa coisa super legal que aconteceu é que eu gravei um vídeo tocando com a minha banda daí de Recife e para mim foi uma emoção muito grande, tocar com meu irmão que é o zabumbeiro que está aí em Recife, com meus amigos músicos que já estavam a quase 2 anos sem tocar por causa da pandemia e, foi uma surpresa para todos nós fazermos essa apresentação juntos. Teremos os professores de forró, e isso é muito legal porque aqui na Europa os professores de forró têm uma ligação muito grande com o público, porque eles têm curiosidade de aprender os passos, os movimentos. Vem muita gente nova mostrando novos formatos da dança do forró, uma mineira que é a Sheila Santos que está trazendo uma apresentação super legal, o Jotta Junior e a Ingrid Van de Riet, que vem lá de São Paulo, e são os campeões do forró do Brasil, inclusive o Jotta Junior faz parte do grupo da dança dos famosos da rede Globo, ele é um dos professores. O Roberto Nascimento e a Carla Castro que são de Recife e vão trazer uma mistura de um forró mais típico do Recife mesmo, com a linguagem mais atual, com um forró mais pé-de-serra, com uma dança mais atual mesmo! E aqui da Áustria, uma ideia bem legal foi que a gente convidou a Valéria Queiroz que vai dar uma aula de dança. Ela que é professora daqui, da Áustria, é paulista, formada em dança no Brasil e aqui ela tem um projeto super bonito ensinando a cultura brasileira, Nordestina. Bem, essa é a ideia, é mais ou menos o que vai acontecer, o que virá no Festival, no Sanfonada!


2.Como surgiu essa ideia de fazer esse Festival?


(Derico): A ideia de fazer o Festival Sanfonada, o Festival físico, em 2014, foi feito em Recife, inclusive com a participação de muita gente legal, de grandes nomes da nossa música, grandes sanfoneiros, como Mestre Camarão que me deu de presente a participação dele no Sanfonada que foi feito em Recife na Sala de Reboco, a Terezinha do Acordeon, a Damaris Referino o Mahatma Costa o Beto Ortiz, Cezinha, todo mundo veio, participou junto, fez uma Sanfonada super bonita e aí foi quando eu vim pra Áustria, pra Viena, decidi morar, ficar, e foi quando eu tive a ideia de fazer esse Festival aqui na Áustria, que não existia. A Áustria é uma terra que tem uma ligação super importante com a sanfona, muitas pessoas falam, inclusive os italianos dizem que o primeiro acordeon surgiu da Áustria, um acordeon de botão, que a gente fala aí o ‘pé de bode’, os ‘8 baixos’, ele veio daqui da Áustria e foi através de um peregrino que chegou na Itália e a Itália criou esse acordeon com teclas, com 80 baixos, 120, que foi o primeiro acordeon que surgiu no mundo que foi o da Paolo Soprani desse formato italiano, e foi a partir de um austríaco que aconteceu tudo isso! Então eu estou na terra que tem uma ligação fortíssima com os acordeons, existem muitos acordeonistas austríacos inclusive dois deles que são por assim dizer alunos meus, seguidores e amigos que tocam forró, que já exaltam nossa música, que já tem essa música acompanhando os projetos que eles fazem aqui! Isso é muito legal pra gente! Eu vejo que eu estou plantando um pouco pra que mais na frente a coisa venha ser colhida de uma forma bonita e descente. E aí, a partir do momento que a gente tinha esse Festival físico, e por causa da pandemia, de não poder ter mais essa coisa do contato físico, de não poder, das restrições, então em respeito a tudo isso a gente também decidiu levar esse Festival pra dentro da casa das pessoas, vamos fazer ele no formato online, então eu fiz uma pesquisa, eu vi que nenhum dos Festivais de forró, porque existem vários Festivais espalhados no mundo inteiro, aqui na Europa são vários, na Alemanha são vários polos de forró, na Inglaterra, na Bélgica, na França, na Itália, em Portugal e aqui na Áustria que sou eu quem faço, que estou aqui de desbravador do forró. Aí fizemos toda essa pesquisa e vimos que nenhum Festival tinha se pronunciado ainda, então por isso que a gente tá usando esse texto como o primeiro Festival Internacional de forró online, então nós estamos fazendo a história no mundo e isso é legal! Aí foi a ideia de realmente ‘botar o Festival na rua’, de levar isso para as pessoas, levar um pouco de alegria nesse momento que é um momento de pandemia!


3.O que te levou a morar na Áustria? E como tem sido essa história de um Forrozeiro botando todo mundo pra dançar forró na terra de Amadeus Mozart e Johann Strauss?


(Derico): Na verdade, eu já vinha pra Europa há muitos anos, desde 1998 que eu venho fazendo forró aqui na Europa. Eu já venho plantando um pouquinho dessa semente do forró, mas sempre idas e vindas, desde 98 até hoje eu não tinha parado com as minhas turnês na Europa, então em 2017 eu vim pra uma turnê e decidi ficar, também por um fator particular, eu conheci uma outra pessoa que pegou na minha mão e disse: - Vamos juntos! Eu quero você aqui comigo! E aí vim para ficar perto também dessa pessoa porque eu queria também ter uma vida nova, uma vida diferente e também poder somar nesse mundo todo, nessa coisa do forró, nessa coisa da música cultural brasileira! E aí vim pra cá! Estou aqui já morando há 4 anos, não é nada fácil, realmente é uma coisa muito difícil porque tudo é muito novo! Então, eu forrozeiro, artista pernambucano, tenho muito orgulho de sempre falar isso, é bem legal botar as pessoas pra dançar! E eu vir aqui, na terra do Mozart do Strauss, a gente botar o forró, isso é uma coisa bem legal, engraçada! E tem uma ligação forte, porque falando em Áustria, o Brasil tem uma ligação fortíssima com a Áustria porque a Imperatriz Leopoldina que era casada com Dom Pedro, ela que foi a primeira mulher a governar o Brasil, tem toda essa história que eu não sei exatamente a fundo como é mas vocês podem consultar as histórias aí na internet que já tem falando um pouco sobre tudo isso! E a música clássica tem uma ligação muito forte com a gente com a música popular brasileira, inclusive a nordestina, os cantos gregorianos que é de onde vem aquele canto dos aboios, essa música clássica que é de onde vem todo o formato que a gente faz as canções mais leves com essa coisa da música portuguesa também que chega bastante forte no Brasil e ela vai virando os ritmos de acordo com o que a gente vai adaptando a nossa história, e chega o forró! Inclusive falando em clássico e forró, há dois anos eu fiz um projeto com um maestro que é o Israel de França, olindense que mora na Espanha, fizemos um projeto com as músicas de Gonzaga, como se fosse o ‘lado B’ do Gonzaga. Então nós fizemos as canções de Luiz Gonzaga com a Sinfonietta de Granada, só com violinos e ‘Cellos’, flautas e clarinetes, super bonitos, eu fui o solista, cantei as canções, toquei e foi um projeto super lindo, fizemos algumas cidades na Espanha e foi muito legal! A ligação nossa com a música clássica é muito grande e a música Nordestina feita num formato clássico é espetacular!


4.O que significa para você realizar esse Festival num momento como esse de plena Pandemia? E como tem sido a sua experiência pessoal como músico desde o início das restrições impostas por essa situação mundial?


(Derico): Eu posso dizer que é um momento que a gente traz para as pessoas que estão precisando ouvir uma música bonita, uma frase que traga no momento na cabeça e no coração das pessoas esperança, que eu acho que é hoje a palavra mais esperada por todos! É a palavra que as pessoas mais querem ouvir! Esperança que as coisas irão melhorar! E pra mim o Festival Sanfonada, se eu fosse botar um outro nome nele seria o festival da esperança! Porque é um festival que vem com esse tom de querer levar pra casa da pessoa uma coisa boa pra ela, ela ouvir uma canção, ela se divertir, ela cantar, ela chorar, se emocionar, lembrar só de coisas boas, não pensar nesse momento agora que é um momento difícil pra todo mundo. Inclusive falando em esperança, dentro do Festival vai ter um momento super bonito, porque como o nome do Festival é Sanfonada, é o encontro dos sanfoneiros, a gente vai ter esse momento do encontro, onde vários sanfoneiros do mundo inteiro, na França, em São Paulo, na Alemanha, aqui na Áustria, no Brasil, em vários lugares do Brasil, então muitos sanfoneiros se juntaram e nós cantamos uma canção, juntos, que é ‘Tempo de Amor Demais’ o nome da canção que é uma música minha e do Chico Bezerra, e essa música ela tem um tom que traz essa coisa da esperança, é uma música que tem um tom leve, uma coisa bonita, que vai trazer boas lembranças pra muitas pessoas! As pessoas não podem perder esse momento! Um momento bem emocionante! A minha experiência pessoal por conta da pandemia, o financeiro é bem difícil, porque a gente para de trabalhar, nem todo mundo estava preparado para enfrentar uma situação tão prolongada como essa agora. Não ter reservas financeira isso é bem difícil! A gente não estava preparado! No meu caso é um pouco diferente, no caso dos músicos aqui da Áustria, porque o governo, eles fizeram, restringiram a gente, olha não pode fazer a coisa, mas eles na verdade ajudam a gente com uma verba mensal e a gente vem pagando um pouco das contas que vem chegando sempre. As contas não param de chegar! Mas eu sempre falo que, de uma forma geral os músicos, os artistas, nós não ficamos satisfeitos com o dinheiro. Isso é bem engraçado! O músico, a gente é muito da emoção, é muito do coração, a música tem muito esse poder, essa força de vir junto com as emoções, e a gente gosta de ver as pessoas, gosta de ver o povo cantar, gosta de ver as pessoas dançarem e felizes, isso é o que é dar, vamos dizer, a ‘sustância pra nosso tutano!’ Uma coisa que é bem engraçada que eu venho observando aí, que muitos músicos estão bem ruins assim, financeiramente, muita gente está vendendo instrumento, tem muita gente em situações difíceis, eu já vi muita gente assim, nós até conseguimos aqui reunir vários amigos aqui e fazer uma contribuição pra mandar pra ajudar os músicos aí em Pernambuco, isso foi uma ação que nós fizemos há dois ou três meses atrás, foi uma coisa super legal, ajudou muita gente, foi muito bonita a coisa, e com isso, com essa história toda, eu venho observando na internet, que muitos músicos vem fazendo lives solidárias. Mas essa lives solidárias não são para eles, isso é que é muito engraçado, são para outras pessoas beneficiando outras pessoas. Isso é muito legal, muito bonito! É daí de onde vem essa história que eu estou falando, a gente tem amor pela música, a gente se sente bem tocando e mostrando isso para as pessoas! Então muitos músicos aí estão tocando, fazendo lives, para beneficiar outras pessoas! E sempre assim: “-há, você tem um tempo amanhã? Ah sim, tenho! Vou lá e toco e faço!” Eu também faço isso aqui muito e acho isso muito legal! Eu vejo que hoje as pessoas falam que amam as outras e que precisam estar perto, pessoas se emocionam quando vê outras que já não vê a muito tempo. O mundo estava precisando disso! O mundo está precisando de mais amor! Amor entre as pessoas é fundamental! E isso estava bem esquecido! Esse momento agora veio para mostrar isso, pra ensinar isso pra gente!


5.O que o público pode esperar do SANFONADA Forró Festival?


(Derico): O público pode esperar do Sanfonada Forró Festival muita alegria, uma festa super bonita, dançar, aprender a dançar Forró, para quem não sabe ou quem quer aprender uma coisa nova, um passo novo, ah, vamos ver como estão dançando na Europa, eles dançam diferente ou vamos ver como o pessoal dança no Brasil... Ah, mas o Nordeste do Brasil tem uma forma diferente de dançar do Sul e Sudeste. Isso a gente vai mostrar no Sanfonada, a gente quer que as pessoas se sintam dentro de um Festival físico, que as pessoas cantem, dancem, afastem a cadeira... Quem quiser beber sua cervejinha, beba! Quem quiser cantar, cante, quem quiser só dançar... Quem quiser chorar pra lembrar do amor, porque as canções vão falar muito de amor, de coisas boas. Isso é muito bom! Quem quiser estar junto com seu parceiro, com sua parceira em casa e curtir o festival... Esse é o intuito, isso é o que as pessoas vão esperar do Festival, é muita festa, muita coisa boa, muita coisa bonita, isso eu te garanto. E juntamente ao Festival vão ter os QRcodes mostrados na tela com informações escritas dos números das contas e do Pix para o projeto social.


6.Diante do cenário que vivemos por conta da Pandemia e por todas as dificuldades que essa situação coloca para todos que fazem e vivem da arte, qual o recado que você pode passar tanto para os artistas como para o público em geral?


(Derico): O projeto Sanfonada online veio com o intuito de trazer essa coisa da música e de fazer toda essa coisa que falei anteriormente, mas juntamente ao Festival tivemos a ideia de criar um projeto social. Para este projeto conseguimos uma ligação diretamente com a LBV, Legião da Boa Vontade, que vai fazer a arrecadação das pessoas como uma doação voluntária, a gente não especificou um valor, as pessoas podem doar o quanto quiserem, o máximo de pessoas que a gente tiver pra fazer essas doações será importantíssimo, porque essa verba das doações será revertida para a LBV que vai transformar esse recurso em cestas básicas que serão entregues nas comunidades carentes do Nordeste. Não só em Pernambuco, mas também a Paraíba e Ceará. Estamos querendo fazer esse abono para as pessoas, para as comunidades através da LBV, que entrou com todo o carinho, amor, atenção junto com a gente, assinando o projeto ‘Todos pelo Forró’ que é o nome do projeto. Que é essa coisa de não estar só junto na música, mas estar junto pela vida, pelo amor às pessoas. Então são "todos pelo Forró", o Forró com esse significado de esperança pra algo melhor. Este é o tema desse ano Todos pelo Forró que vem com essa ideia de projeto social. Eu queria pedir a todos que chegassem junto, manda uma mensagem pro amigo, que manda pra outro amigo que envia pro outro e a gente cria uma corrente legal, a gente consegue abranger um ambiente gigante com muitas pessoas sabendo do projeto e contribuindo para que o projeto tenha sucesso, que esse é o ideal pra gente, que o projeto tenha sucesso e que a gente consiga abonar o máximo de pessoas no Nordeste do Brasil.


Esse cenário da pandemia é realmente uma coisa bem desastrosa não só para o Brasil, mas no mundo inteiro. Eu estou aqui na Áustria, um país com boa estrutura, as pessoas respeitam as leis e a gente segue tudo direito, como deve ser, como é explicado aqui pela parte de segurança, a parte de saúde. A gente segue todas as restrições, andamos nas ruas, nos trens e metrôs de máscaras o tempo todo, não vamos para locais fechados sem essa proteção. Muita gente já está vacinada, aqui o governo liberou os testes gratuitos para todos, temos vários polos que podemos testar antes de nos encontrar. Inclusive é uma coisa legal a ser dita agora, no Festival, todos os artistas e músicos que estavam juntos tocando estavam testados. Ninguém estava sem ter sido testado, para uma segurança pra ele, pro colega do lado, pro irmão, familiar, para não levar o problema pra casa do vovô ou da vovó. Então a gente se cuidou não só pra gente, mas também para as pessoas. O recado que eu mando para os artistas, primeiramente é que nós temos a música do nosso lado que pode trazer boas coisas pra gente, pro nosso coração, que a gente pode levar coisas boas paras as pessoas, nós podemos nos unir e levar um pouco de esperança, de coisas boas pra todo mundo. E pro público em geral eu digo que a gente tem que amar mais uns aos outros, passar essa notícia da esperança pra todo mundo, não entrar em desespero. Ficar em casa é importante quando o problema está bem agravado, então, vamos ficar em casa, vamos nos cuidar, isso é bem importante. Vamos ter esperança de que a coisa vai melhorar, que vai mudar, vai sim, isso eu tenho certeza. Pode ser que não seja hoje, amanhã, não sei, mas vai mudar. A gente já sabe que as coisas estão chegando, as vacinas já estão aí, as pessoas já estão começando a se vacinar, a ter uma perspectiva de melhoria e a coisa realmente vai dar certo. Eu mando um recado de esperança pra todo mundo. Pedir a todos que assistam ao Festival! Curtam, dancem, cantem, liberem o amor, abram a janela e dá um "tchau" pro seu vizinho e diz " Ah, assista ao Sanfonada, está muito legal, curte aí, vai cantar, vai dançar...". Vamos espalhar o amor para as pessoas, isso é importante. É também vamos fazer o bem, contribuir com esse projeto social, porque a gente vai ajudar uma pessoa que está precisando mais do que a gente. A gente tem problema, mas tem gente que tem problema bem maior que o nosso.


Um grande abraço em todos!


Rodrigo você é especial, muito obrigado pela sua parceria, dedicação, sua força com o projeto. Um abraço em todos que fazem o Palco Espiral, que fazem esse projeto bonito que trabalha com a cultura, com arte. Estamos juntos aqui pra somar e fazer projetos futuros grandiosos e com muito sucesso!

26 visualizações

Posts recentes

Ver tudo

Espiral de Terapias: a reflexão do mundo místico

No último dia 21 de dezembro (que aconteceu no não saudoso ano de 2020), os planetas Saturno e Júpiter se alinharam formando um evento chamado A Grande Conjunção, que não acontecia desde a Idade Média